Ator britânico construiu uma carreira de quase seis décadas no teatro, no cinema e na televisão

Sir Patrick Stewart, conhecido por interpretar o capitão Jean-Luc Picard em Star Trek e o Professor Charles Xavier na franquia X-Men, morreu na última quarta-feira (28), aos 86 anos, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada por sua representante nesta quinta-feira (29), que informou que o ator enfrentava Alzheimer e demência com corpos de Lewy.
Em comunicado, a representante Kelly Bush Novak informou que Stewart morreu cercado pela família e por amigos, sob os cuidados da esposa, Sunny Ozell. A nota também destacou a presença de música, orações, lágrimas e momentos de alegria durante seus últimos instantes. O ator deixa a esposa, com quem se casou em 2013, além dos filhos Daniel e Sophie. A família pediu que eventuais homenagens financeiras sejam destinadas a instituições de apoio à pesquisa sobre Alzheimer e a cuidadores de pessoas com a doença.
Nascido em 13 de julho de 1940, na Inglaterra, Stewart iniciou a carreira nos palcos ainda jovem e integrou a Royal Shakespeare Company a partir de 1966. Ao longo da trajetória, participou de mais de 60 produções teatrais e recebeu três prêmios Olivier, além de uma indicação ao Tony. Em 1996, ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e, em 2010, foi condecorado cavaleiro pela então rainha Elizabeth II por seus serviços ao teatro.
Homenagem de Ian McKellen (Foto: reprodução/Instagram/@ianmckellen)
A interpretação de Jean-Luc Picard em Star Trek: The Next Generation, exibida entre 1987 e 1994, levou Stewart ao reconhecimento internacional. Mais tarde, ele voltou ao papel em filmes da franquia e na série Star Trek: Picard. No cinema, também marcou gerações como Charles Xavier, personagem que interpretou pela primeira vez em X-Men (2000) e reprisou em produções como Logan (2017) e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022). Sua última aparição nos cinemas será em Vingadores: Doutor Destino, que estreia em 17 de dezembro.
Hugh Jackman, que contracenou com Stewart por mais de duas décadas em X-Men, lamentou a perda do colega e amigo. “Perdemos um dos grandes do palco e das telas hoje”, escreveu o intérprete de Wolverine, que também descreveu o ator como “um tremendo amigo e homem”. James Marsden, responsável por dar vida a Ciclope na franquia, destacou a generosidade, o talento e o humor do colega, afirmando que era impossível não se sentir “encantado, iluminado e genuinamente feliz” em sua presença.
Dafne Keen, que interpretou Laura ao lado de Stewart em Logan (2017), também publicou uma mensagem emocionada. A atriz contou que estava escrevendo um e-mail para o colega na noite anterior à notícia e o descreveu como um homem “amável, genuíno, engraçado, único, carinhoso e charmoso”. Já Ian McKellen, amigo de longa data do artista desde os tempos da Royal Shakespeare Company, ressaltou sua franqueza e personalidade. “Ele era uma pessoa transparente, que não escondia seus sentimentos”, escreveu o ator, que também declarou seu carinho pelo colega.
Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, também prestou uma homenagem pessoal ao ator. Ao recordar o primeiro encontro com Stewart durante as gravações de X-Men (2000), o executivo o descreveu como “brilhante, charmoso, afetuoso e generoso” e destacou a influência que ele exerceu sobre outros profissionais da indústria. “Foi um verdadeiro privilégio conhecê-lo e trabalhar com ele. Sentiremos profundamente sua falta”, declarou.
Homenagem da Marvel Studios (Foto: reprodução/Instagram/@marvelstudios)
A Marvel Studios também publicou uma nota em suas redes sociais, na qual ressaltou a contribuição de Stewart para a construção do Professor Charles Xavier. O estúdio destacou a “graça, inteligência e humanidade extraordinárias” que o ator levou ao personagem e enviou condolências à família, aos amigos e aos fãs.
Além dos trabalhos que marcaram gerações, Stewart também deixa um legado de dedicação às artes e de atuação em causas sociais. Ao longo da vida, o ator apoiou iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres, à defesa de refugiados, à proteção animal e aos direitos de veteranos. Sua contribuição para o teatro e o audiovisual permanece na memória de colegas, admiradores e espectadores que acompanharam sua trajetória ao longo de quase seis décadas.

Engenheira civil por formação, jornalista por vocação. Consumidora profissional de séries, filmes e produções de heróis. DC ou Marvel? Sim.
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