Science Saru é o estúdio responsável pela nova adaptação

O novo anime de Ghost in the Shell fez sua estreia mundial nesta segunda-feira (22) no Festival Internacional de Animação de Annecy, na França. Durante o evento, foram exibidos os dois primeiros episódios da série, e o diretor Touma Kimura, ao lado dos produtores Daichi Sasa, Kohei Sakita e Kengo Abe, compartilhou informações inéditas sobre a produção do reboot.
De acordo com a equipe, a nova adaptação busca uma fidelidade maior ao mangá criado por Masamune Shirow, diferenciando-se das encarnações anteriores da franquia. Ao comentar a escolha do estúdio Science SARU, Abe afirmou que a intenção era encontrar uma equipe capaz de traduzir os elementos mais marcantes do mangá por meio da expressividade própria da animação.
Os realizadores também enfatizaram a importância do trabalho manual na produção. Sakita ressaltou que a participação humana em todas as etapas do processo criativo dialoga diretamente com os temas centrais da narrativa. Já Kimura explicou que a principal meta era reproduzir a energia presente na obra original. Segundo o diretor, a equipe realizou uma série de testes e experimentos para transportar essa sensação para a animação.
Durante o painel, Kimura comentou ainda sobre a integração entre animação tradicional e computação gráfica. Ele explicou que o uso de recursos em 3D foi restrito a movimentos de câmera e sequências que seriam inviáveis de executar apenas com técnicas bidimensionais. A equipe também comentou o uso de inteligência artificial na produção do anime. Ao abordar os letreiros e placas que aparecem na série, compostos por caracteres fictícios, Kimura observou que alguns espectadores poderiam imaginar que os elementos foram gerados por IA. No entanto, fez questão de esclarecer que nenhuma ferramenta de inteligência artificial generativa foi utilizada no projeto.
As primeiras impressões da crítica especializada sobre o novo Ghost in the Shell foram amplamente favoráveis. O portal Nexus Point News destacou o visual detalhado, a paleta de cores marcante e o ritmo dinâmico dos episódios, ressaltando que a narrativa insere o espectador diretamente em seu universo futurista, sem recorrer a longas explicações introdutórias. Já o Cartoon Brew elogiou a adaptação da Science SARU por capturar a energia intensa do mangá original, além de destacar a qualidade da animação, a integração entre técnicas 2D e 3D e a valorização do trabalho artístico humano em um cenário cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.
Confira o trailer promocional de The Ghost in the Shell:
Vídeo: reprodução/YouTube/@GhostintheShellChannel
A nova adaptação de Ghost in the Shell estreia em 7 de julho no Japão, com transmissão pela Kansai TV e pela Fuji TV, enquanto o lançamento internacional acontece na mesma data por meio do Prime Video.
Ambientado em 2029, em um Japão altamente conectado por redes digitais e avanços cibernéticos, The Ghost in the Shell acompanha a major Motoko Kusanagi, uma ciborgue de corpo totalmente artificial que lidera uma equipe especializada no combate a ameaças tecnológicas. Ao lado de aliados como Batou, ela passa a integrar a recém-criada Seção 9 de Segurança Pública, uma força de elite idealizada por Daisuke Aramaki para atuar contra crimes cibernéticos, terrorismo e conspirações de alcance global. Conforme as investigações avançam, o grupo se depara com o enigmático hacker conhecido como Mestre das Marionetes, cuja existência coloca em xeque conceitos de identidade, consciência e humanidade. Misturando ação, ficção científica e reflexões filosóficas, a obra é considerada um dos maiores marcos do gênero cyberpunk.

Engenheira civil por formação, jornalista por vocação. Consumidora profissional de séries, filmes e produções de heróis. DC ou Marvel? Sim.
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