Baseado em escritos de Gervásio de Tilbury, o longa revisita uma das origens da lenda do lobisomem

A Universal Pictures Brasil divulgou nesta sexta-feira (3) o primeiro trailer de Werwulf, novo filme de terror de Robert Eggers (A Bruxa, O Farol e Nosferatu), além de confirmar o título brasileiro da produção: Lobis-Homem. Estrelado por Aaron Taylor-Johnson e Lily-Rose Depp, o longa estreia nos cinemas dos Estados Unidos no Natal deste ano e chega ao Brasil em janeiro de 2027.
Escrito por Eggers em parceria com o islandês Sjón, colaborador frequente do cineasta, o filme promete revisitar as origens do mito do lobisomem ao transportar a história para a Inglaterra do século XIII. Fiel ao estilo do diretor, a produção aposta em uma abordagem histórica e folclórica para retratar a licantropia.
Ambientado na Inglaterra medieval, Lobis-Homem acompanha um fazendeiro amaldiçoado, interpretado por Aaron Taylor-Johnson, que passa a enfrentar transformações monstruosas e forças sobrenaturais. Enquanto tenta sobreviver às consequências da maldição, o protagonista embarca em uma busca desesperada por redenção, acreditando que o amor pode ser sua única esperança de escapar do destino que o consome.
Assim como em trabalhos anteriores de Robert Eggers, a narrativa deve combinar horror psicológico, atmosfera gótica e um cuidadoso trabalho de reconstrução histórica, explorando as crenças e superstições que cercavam o imaginário europeu na Idade Média.
Trailer nacional de Lobis-Homem (Vídeo: reprodução/YouTube/@UniversalPicturesBRA)
Para construir o universo de Lobis-Homem, Robert Eggers e Sjón recorreram a registros históricos que antecedem a popularização moderna da figura do lobisomem. Em vez de utilizar a mitologia consolidada pelo cinema contemporâneo, os roteiristas buscaram inspiração em relatos medievais sobre casos de licantropia e crenças populares da época.
Uma das principais referências da produção é a obra Otia Imperialia, escrita por Gervásio de Tilbury, clérigo e estudioso inglês do século XIII. Em seus registros, o autor descreve histórias sobre homens que seriam “transformados em lobos pelas lunações”, um dos primeiros relatos documentados que ajudaram a consolidar o imaginário medieval em torno dos lobisomens.
A escolha do título original também acompanha a proposta histórica da produção. Werwulf utiliza uma grafia do inglês antigo (anglo-saxão) da palavra que originou o moderno werewolf, em sintonia com a ambientação medieval e a pesquisa folclórica conduzida por Robert Eggers. Já o título brasileiro, Lobis-Homem, parece fazer referência à etimologia do termo em português, derivado do galego-português medieval lobishome, que mais tarde deu origem à forma hoje consagrada, “lobisomem”.
Ao utilizar esses textos como base, Eggers reforça sua proposta de desenvolver um terror enraizado em documentos históricos e no folclore europeu, característica que marcou produções como A Bruxa e Nosferatu. O resultado promete apresentar uma versão mais sombria e autêntica da lenda, aproximando o público das origens do mito que atravessou séculos até chegar ao cinema.

Engenheira civil por formação, jornalista por vocação. Consumidora profissional de séries, filmes e produções de heróis. DC ou Marvel? Sim.
Escalação ainda não foi confirmada oficialmente pelo estúdio
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