Tecnologia pode auxiliar tarefas técnicas, mas não deve comandar roteiros ou direção

Durante uma entrevista recente, o cineasta explicou que enxerga potencial na tecnologia para áreas como medicina, educação e até algumas etapas de apoio dentro de produções cinematográficas. No entanto, ele se mostrou contrário à ideia de substituir profissionais criativos por sistemas de IA.
Segundo Spielberg, a tecnologia pode ser útil em tarefas como pesquisa ou busca por locações, mas não deveria assumir funções ligadas à criação artística. O diretor afirmou que não concorda com a presença da IA em processos como desenvolvimento de personagens, escrita de diálogos, construção de histórias ou decisões de direção.
Para o cineasta, a criatividade humana continua sendo insubstituível e não pode ser reproduzida por algoritmos. Spielberg também destacou que não acredita que ferramentas de inteligência artificial sejam capazes de substituir a sensibilidade e a experiência emocional presentes no trabalho artístico.
Apesar das críticas ao uso criativo da tecnologia, o diretor reforçou que não é contra a inteligência artificial de forma geral. Em sua visão, ela pode funcionar como uma ferramenta de apoio importante, desde que não seja responsável pela palavra final em decisões criativas.
As declarações acontecem em um momento de debates cada vez maiores sobre o uso de IA em Hollywood, especialmente após discussões envolvendo roteiristas, atores e estúdios sobre os impactos da tecnologia no futuro da indústria audiovisual.

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