Com músicas viciantes, novos personagens carismáticos e o melhor visual da franquia, sequência surpreende positivamente.

Descendentes: País das Maravilhas Malvados é uma ótima surpresa e consegue superar seu antecessor, Descendentes: A Ascensão de Copas, corrigindo vários dos problemas que impediram o filme anterior de funcionar tão bem quanto poderia.
Dessa vez, a história parece mais segura do que quer ser e consegue equilibrar melhor aventura, fantasia e musical. Mesmo ainda apostando em uma trama relativamente simples, o roteiro funciona justamente por não tentar complicar demais as coisas e por manter aquela essência dos antigos filmes do Disney Channel que tanta gente cresceu assistindo. É divertido, colorido, exagerado na medida certa e tem aquele clima de filme conforto que me fez terminar a história com um sorriso no rosto.
Outro grande acerto está nos números musicais. As músicas são realmente viciantes, bem distribuídas ao longo da trama e ajudam a dar mais personalidade ao filme. Entre as minhas favoritas estão Mad, Perfect Princess, Go Live It e Dancing with the Enemy, que foram as que mais ficaram na minha cabeça depois que os créditos subiram.
Visualmente, o filme também representa um salto enorme para a franquia. Para mim, este é facilmente o CGI mais bonito de todos os filmes de Descendentes. Os cenários estão mais caprichados, o universo parece maior e existe um cuidado visual que ajuda muito a vender toda a fantasia da história. Tudo parece mais vivo, mais mágico e muito mais próximo do que se espera de uma produção desse universo.
Os novos personagens também funcionam muito bem. Eles são carismáticos, têm personalidade e conseguem se encaixar naturalmente dentro da franquia sem parecer apenas cópias dos personagens que vieram antes. É muito fácil se apegar a eles ao longo do filme, e alguns têm potencial de sobra para continuar aparecendo em futuras histórias.
Outro ponto que eu gostei bastante foi finalmente termos um vilão que realmente age como vilão. Ele não está ali apenas para aparecer de vez em quando ou servir como uma ameaça distante. O personagem faz de tudo para impedir os protagonistas, cria obstáculos reais ao longo da história e, em vários momentos, realmente parece estar prestes a conseguir o que quer. Isso deixa o filme mais divertido e ajuda a aumentar a sensação de perigo.
Também gostei de como a produção abraça completamente o lado fantasioso de Descendentes. O filme não tenta fugir daquilo que a franquia sempre foi e entende muito bem o público que quer atingir. Existe humor, romance, amizade, conflitos familiares, músicas e muita fantasia, tudo aquilo que sempre fez parte do DNA desses filmes.

Claro que nem tudo é perfeito. Algumas situações poderiam ter sido mais desenvolvidas, certos personagens mereciam mais tempo de tela e a história ainda segue por caminhos bastante previsíveis em alguns momentos. Mesmo assim, desta vez esses problemas não atrapalham a experiência como aconteceu no filme anterior.
O mais importante é que País das Maravilhas Malvados consegue recuperar boa parte da diversão que sempre tornou Descendentes uma franquia tão querida. Ele parece entender melhor o que funcionou no passado e, ao mesmo tempo, consegue construir espaço para essa nova geração de personagens.
O final ainda deixa pistas bem claras de que um sexto filme pode estar a caminho e, depois do resultado dessa continuação, confesso que fiquei realmente curioso para ver onde essa nova fase da franquia pode chegar.
A Disney finalmente parece ter encontrado o caminho certo novamente com Descendentes. É divertido, visualmente bonito, tem músicas ótimas e personagens que conseguem conquistar o público. Adorei a experiência e, para quem gosta da franquia, vale muito a pena assistir.
Descendentes: País das Maravilhas Malvados já está disponível no Disney+.

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